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MINICURSOS

Ementa: Os Estudos Queer (BUTLER, 1990; PRECIADO, 2002), abordagem das Ciências Humanas já bastante conhecida sobre sexualidade e gênero, têm em sua base epistemológica a concepção de linguagem como prática social e fator de constituição do mundo. Por isso, surge, recentemente, no horizonte dos estudos linguísticos, um campo epistemológico denominado Linguística Queer (BORBA, 2008; LÍVIA e HALL, 2010; SANTOS FILHO, in mimeo), cujo objetivo é identificar recursos performativos da linguagem que ajudem a desnormatizar o padrão heteronormativo e cisgênero (e, portanto, misógeno e violento) característico das sociedades patriarcais, oligárquicas e capitalistas, como muitas presentes na América Latina. A fim de fazer confluir os postulados desse campo com a abordagem explanatória da Teoria Social do Discurso proposta por Norman Fairclough (2013), emerge, no contexto dos estudos brasileiros, uma Análise Crítica e Queer do Discurso (MELO, 2010, 2013; RODRIGUES, 2014), perspectiva que este minicurso pretende mapear. Para tanto, apresentaremos as suas principais bases teóricas, seu objeto, escopo de atuação e metodologia e estado da arte, com vistas a difundir o potencial que ela pode oferecer para a análise e valorização de políticas da diferença; dos recursos multimodais de construção de gênero e sexualidade; da produção discursiva, em diferentes níveis, de performances do masculino e do feminino; e dos mecanismos de visibilidade de corpos e desejos historicamente considerados abjetos. Ministrante: Iran Ferreira de Melo

Carga Horária: 4h

Vagas Disponíveis: 0

Ementa: Por que é tão difícil falar de gênero na escola? Através da organização dos currículos, das práticas pedagógicas, do perfil docente, do material didático, da produção de saberes que, implícita ou explicitamente, a escola vem (re)produzindo as diferenças entre os indivíduos, interiorizadas como naturais , ainda que provenham das relações sociais construídas socialmente. Encontramos movimentos de resistência e legitimidade, como por exemplo o Seminário “Enlaçando sexualidades” que se comprometem a formar para a vida em sociedade e, nesse sentido, cabe também a escola desenvolver um trabalho intencional de formação para a igualdade e o respeito. Com esta ótica propomos este minicurso que poderá oferecer à professora e ao professor uma discussão sobre planejamento de ações que priorizem a transversalidade da temática e orientações para construir um ambiente favorável à diversidade, na perspectiva de formação continuada. O minicurso parte do ponto que as questões de gênero se encontram imbricadas as questões raciais e sexuais, articulando-se de maneira complexa que requer uma abordagem conjunta, que contribua para o trabalho cotidiano dos docentes de forma a instrumentalizá-los para o exercício de práticas pedagógicas na perspectiva da equidade de gênero e das diversidades. Tem como principais objetivos construir e reconstruir saberes acerca de uma educação inclusiva e não discriminatória, instrumentalizar docentes para o exercício de práticas pedagógicas não discriminatórias e inclusivas e problematizar as inter-relações entre gênero, raça e sexualidade mostrando como a transversalidade entre estes marcadores sociais e sua relevância para o combate às violências e discriminações nas instituições educacionais. A metodologia participativa será a tônica do curso que, valendo-se de técnicas lúdicas e dinâmicas de grupo, propicie o alcance dos objetivos. Espera-se que, ao final haja uma adesão dos participantes à proposta de incluir ações de educação para a diversidade numa ótica de gênero, incluindo estas temáticas em seu projeto de formação continuada. Ministrantes: Maria José Souza Pinho; Rita de Cassia Costa Moreira; Tereza Cristina Pereira Carvalho Fagundes.

Carga Horária: 4h

Vagas Disponíveis: 1

Ementa: A hierarquização de saberes sobre corpos femininos culminou na destituição das práticas de cuidado realizadas por mulheres e legitimou o discurso biomédico, instrumento eficiente no controle e exploração desses corpos para fins políticos, coloniais, econômicos e bélicos. A medicina moderna tem se debruçado sobre a maternidade, puérperio, gravidez, aborto e parto como funções biologicamente determinadas às mulheres, essa constante redução da existência feminina à reprodução possibilita sanções sociais e jurídicas às mulheres que rompem com essa lógica, legitimando violação dos corpos e desumanização das mesmas. A criminalização do aborto é uma dessas sanções e imputa riscos, silenciamento, omissão de atendimento e situações vexatórias para as mulheres mesmo quando estas estão em busca de cuidado. O atendimento hospitalar sigiloso e humanizado, incluso escuta especializada à mulher que vivencia abortamento, mesmo nos casos penalizados por lei, é um direito, como prevê a Norma Técnica de Atenção Humanizada ao Abortamento, apesar disso a temática rara nas graduações em saúde e ciências humanas. Capacitar profissionais para um acolhimento psicossocial qualificado e não degradante é uma urgência do campo psicológico e social, assim o objetivo desse minicurso é qualificar o debate sobre abortamento, perpassando por aportes históricos, epidemiológicos e psicossociais, possibilitando a formação de profissionais, ativistas e estudantes que acolhem ou podem vir a acolher mulheres que vivenciaram essa experiência. A proposta parte da desnaturalização da maternidade como destino biológico inevitável ás mulheres, das contribuições do feminismo descolonial sobre a imbricação dos corpos femininos não brancos no processo de dominação e exploração de territórios e da análise do contexto punitivo atual e suas implicações na elaboração da experiência do aborto, propondo uma leitura da construção psicossocial de sentimentos e emoções largamente referenciados na literatura sobre abortamento, visto que a produção destes não é intrapsíquica, mas sim, negociada com os valores e moralidades do contexto onde essas mulheres estão inseridas. Ministrantes: Paula Rita Bacellar Gonzaga; Claudia Andrea Mayorga Borges.

Carga Horária: 4h

Vagas Disponíveis: 1

Ementa: O minicurso “Sexualidades, Religiosidades e Emoções: interlocuções entre sagrado e sociabilidades urbanas” problematiza a temática da produção e gestão do conhecimento no contexto das relações de gênero e de sexualidades. Para tanto discute os avanços teóricos dos estudos de gênero, das emoções e da religiosidade, bem como socializa relatos de pesquisas. O objetivo geral é compreender relações de gênero a partir de culturas emotivas em que a dimensão do sagrado é acionada em contextos de sociabilidades urbanas brasileiras. Os objetivos específicos são: Conhecer e problematizar “emoções” como categoria de análise nas ciências sociais; Analisar o papel da religiosidade na construção das vivências/experiências de sexualidades; Verificar espaços de sociabilidades em que é evidenciada a aglutinação das dimensões das emoções e do sagrado em confluência com as experiências das afirmações das identidades de gênero e vivências de sexualidades. O referencial teórico é baseado nas produções acerca das relações de gênero, sexualidades, emoções e religiosidade dos autores Marcel Mauss, George Simmel, Michel Foucault e Norbert Elias. A metodologia é de cunho antropológico e ancora-se nas experiências do fazer etnográfico. Divide-se em duas sessões: na primeira utilizar-se-á os recursos de apresentação como data show, exibição de vídeos etnográficos, leitura, exposição e diálogo sobre referências teóricas de estudos de gênero, emoções e religiosidade. A segunda sessão contará com a apresentação de relatos de pesquisas que versam sobre as temáticas: sexualidades, emoções, religiosidade e a avaliação dos participantes sobre a possível contribuição deste minicurso para o alargamento do conhecimento sobre sexualidades e relações de gênero. Ministrantes: Francisca Verônica Cavalcante; Breno Rodrigo de Oliveira Alencar; Tâmara Caroline da Silva Ramos Coimbra.

Carga Horária: 4h

Vagas Disponíveis: 5

Ementa: Na proposta deste minicurso, buscamos discutir as principais experimentações político-estéticas de textualidades literárias entendidas como escrituras queer, compreendidas como potência de subversão e de questionamento da heteronormatividade, mas também de outras hegemonias. Sendo assim, visamos: discutir conceitualmente os termos homoerotismo, homotextualidades, homoafetividade, literatura gay e LGBT; apresentar os conceitos e distinguir duas diferentes abordagens literárias: a escritura queer e a literatura a gay; discutir os conceitos de literatura queer e escritura queer; e apresentar autoras e autores, bem como pessoas da crítica literária brasileira da literatura gay. Para tanto, propomos aqui um minicurso com formato de debate entre proponentes e participantes, com três momentos para fins de debates teóricos: no primeiro, debateremos os conceitos de homoerotismo, homotextualidades, homoafetividade e literatura gay, bem como a situaremos em um amplo campo de produção literária na atualidade. No segundo, discutiremos os conceitos de literatura queer e de “escritura” e de “queer”, no sentido de melhor explicar a expressão e sua força propositiva. Nesse contexto, apresentaremos textos que profanam a (cis)heteronormatividade. Por fim, apresentaremos propostas para uma escritura queer, a partir da discussão conceitual de identidade e diferença, política da diferença, terrorismos textuais, intolerância e desterritorialização. Esse diálogo conceitual será realizado com a contribuição de leituras de trechos literários e exibição de textos fílmicos. Compreendemos que os textos literários são discursos produtores de saberes e poderes, e, ao serem desfrutados por leitoras e leitores, suas narrativas interpelam as subjetividades dos sujeitos e promovem reificação e/ou desconstrução de saberes. Por isso, acreditamos que essa proposta é de fundamental importância política para se (re)pensar as narrativas ficcionais na contemporaneidade, cujas temáticas estejam entrelaçadas com as demandas de gênero e sexualidades. Ministrantes: Mayana Rocha Soares; Helder Thiago Cordeiro Maia.

Carga Horária: 4h

Vagas Disponíveis: 12

Ementa: Este minicurso se propõe a refletir sobre o corpo como um importante instrumento de resistência que ressoa entre uma manifestação de luta estética e política. Desse modo, nos debruçamos a trazer para o público as reflexões a cerca do corpo como um objeto histórico de (de)marcação de poder que tem passado a partir dos estudos e das lutas por visibilidade e lugar de fala dos diferentes grupos feministas, LGBTTS e étnico-raciais, por uma experiência diferenciada, o corpo como uma forma de ocupar a sociedade, reivindicando seu espaço, mas, sobretudo, o corpo como um espaço político. Para isso, primeiramente problematizaremos essas questões a luz de teóricos como: Le Breton (2006), Butler (2015), Maciel (2012), etc.. No segundo momento, apresentaremos recortes de revistas, jornais, fotografias que trazem o corpo representado, para discutirmos o corpo e as escritas de si. A intenção é que os participantes possam através das imagens produzirem narrativas sobre suas histórias e relações com seus corpos, suas lutas diárias e seus movimentos de resistências. A partir dessas narrativas e momento de construções coletivas e individuais, serão exibidos três vídeos (Bichas, Karol com K (Lalá), MC Sofia (Menina Pretinha). Os vídeos funcionarão como instrumento criativo para que os participantes criem no espaço do minicurso coletivamente um pequeno vídeo sobre seus corpos e suas manifestações de resistência, que possamos construir ao final do minicurso um espaço político e representativo das vozes de diferentes sujeitos sobre suas experiências com seus corpos e suas lutas. Assim, ao final do curso teremos como resultado uma produção audiovisual sobre as discussões. Por fim o minicurso dialoga durante toda a sua construção com a proposta do evento, uma vez que traz para o centro das suas discussões a questão da sexualidade, das relações de gênero, da produção e gestão de conhecimento a partir dos estudos das trajetórias individuais e coletivas dos sujeitos e suas relações com seu corpo e seus movimentos de resistência. Ministrantes: Gislene Alves da Silva; Juliane Costa Silva.

Carga Horária: 4h

Vagas Disponíveis: 1

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